Alma minha escura e ignóbil
Existência sem remédio
Irremediável vivência
Triste sina pecadora.
Alma minha triste engenho
De memórias, viva chama ardida
Túmulo aberto de fantasmas
Fatal morte consumada.
O pensamento não é mais do que o discurso consigo próprio, o diálogo interior e silencioso do espírito, questionar-se e responder, julgar silenciosamente.(Platão)
Alma minha escura e ignóbil
Existência sem remédio
Irremediável vivência
Triste sina pecadora.
Alma minha triste engenho
De memórias, viva chama ardida
Túmulo aberto de fantasmas
Fatal morte consumada.
Chuva... doce, fria, leve, pálida e dormente.
Anjo de água reluzente, fonte de luz e intenso brilho.
Chuva... cai serena devagar, silêncio ímpio acordar.
Leve cai a doce chuva.
Leves marcas a esquecem.
Água doce bela e escura.
Nada leve, leve nada.
Atentamente, olhando a estrada sozinha de existências vivas, escura de memórias esquecidas nunca encontradas, procuro a tua presença, o teu calor, o teu ser...
Não te encontro.
Revejo-te de olhos fechados. Relembro como és. Quase te sinto na totalidade. Os teus olhos verdes acastanhados, o teu rosto sereno que reluz um eterno sorriso de sincera honestidade e paixão...
Não te encontro.
Abro os olhos na ânsia de te ver, realmente.
Não te encontro.
Continuo atenta ao percurso que executo a cada passo dado no frio e íngreme alcatrão suado e escuro mas povoado de almas antigas que também por lá já passaram à procura da sua alma perdida.
Não te encontro.
Porque não te vejo se te sinto como se estivesses aqui?
Porque é que, apesar de te sentir ardentemente presente no meu viver, sinto este vazio crescente transbordante, esta lacuna que me trespassa gelidamente e me impede de te ver...
Não te encontro.
Onde estás?
It starts with
One thing, I don’t know why
It doesn’t even mather how hard you try
Keep that in mind
I designed this rhyme
To explain due time
All I know
Time is a valuable thing
Watch it fly by as the pendulum swings
Watch it count down ’till the end of the day
Clock ticks life away
It’s so unreal
You didn’t look out below,
Watch the time go right out the window
Tryn’ to hold on
Didn’t even know, I wasted it all
Just to watch you go
I kept everything inside
And even though I tried
It all fell apart
What it’s meant to be
Will, eventually be,
A memory of a time,
When I tried so hard and got so far
But in the end, it doesn’t even matter...
I had to fall, to loose it all...
But in the end, it doesn’t even matter...
One thing, I don’t know why
It doesn’t even mather how hard you try
Keep that in mind
I designed this rhyme
To remind myself
How I tried so hard...
Dispite the way you were mocking me
Acting like I was part of your property
Remembering all the times you fought with me
I’m surprised it got so far
Things aren’t the way they were before
You wouldn’t even recognize me anymore
Not that you knew me back then
But it all comes back to me
In the end...
You kept everything inside
And even though I tried it all fell apart
What it meant to be, will
Eventually, be a memory of a time
When I tried so hard,
And got so far,
But in the end, it doesn’t even matter
I had to fall, to loose it all
But in the end, it doesn’t even matter
I’ve put my trust in you
Pushed as far, as I can go
For all this
There’s only one thing you should know
I’ve put my trust, in you
Pushed as far as I can go
For all this
There’s only one thing you should know...
I tried so hard,
And got so far,
But in the end, it doesn’t even matter
I had to fall, to loose it all,
But in the end, it doesn’t even matter...
Linkin Park
Words... here they are to make us feel deeply inside who we really are...
Words are the best way to cry.
Words are the best way to smile.
Words are what we are... we just have to let them guide us through life, love and pain.
With words I suffer and feel pain.
There are words that I don't even pronounce but I know that they are there... deep inside my thought and my heart.
More than words says the song...
I live for my words and words are my life.
If I could express myself in words I think that I would just write my name... Madalena. My name is the best way to describe what I am... Madalena.
Do you know me?
If you don't... just call my name that I'll let you know me...
While you don't call for my name just think about this...
Words can mean whatever you want; you just have to let them guide you to the right meaning.
E ver-te assim...
Longe de mim...
Faz meu coração doer...
Por te querer
Por não te ter
Por ter medo de te perder...
Por te amar
Por te querer beijar
a saudade de te reencontrar!
De braços abertos,
desejos secretos,
fico a aguardar
o tempo passar
até que possamos respirar
juntos o mesmo ar.
Adormecer junto a ti,
esquecer o que já vivi!
E ver,
abraçado a ti,
lá fora o tempo a passar...
morrendo cá dentro
por tanto te querer amar.
by Mário Rodrigues (18/4/2003)
Quero tanto chorar...
Não porque me sinta triste mas porque me sinto vazia...
Há momentos, pessoas, situações que me fazem pensar que não sou uma boa pessoa, que tenho de melhorar. Pensava que fazia tudo da melhor maneira mas hoje acordei com a sensação que só tenho pecados... que tenho uma alma escura povoada de fantasmas e um coração que bate acelerado só porque estou a verificar aquilo que realmente sou.
Tenho as minhas vontades forradas de fantasmas que não me deixam seguir em frente, teias de passados que me impedem de arriscar e de ser quem realmente sou. Vivo atrofiada pelas limitações impostas pela vida e padeço da falta de liberdade de esvoaçar no largo e vasto céu da minha coragem escondida.
Não consigo chorar...
Não me é permitido chorar... Chorar resulta em questões indignadas que anseiam por uma resposta...
Não quero responder, só chorar.
Quero libertar meus rios escuros de angústia, purificar a minha alma com a água da fonte da vida, quero despir-me de mim e voltar à origem do ser.
Quero purificar-me de mim, do eu mundano e do eu que habita em mim mas que não reside na origem do meu verdadeiro sentido existencial.
Não consigo...
A purificação implica o esquecimento de todo um Mundo do qual não me consigo despegar...
Eu quero purificar-me mas não sei já fazê-lo...
Não sei fazê-lo e tenho medo de o fazer...
Não sei se sou capaz de perdoar quem me sujou a inocência e a pureza de ser e acreditar em mim.
Não sei se consigo ser uma pessoa melhor...
Mataram-me a vontade de perdoar quando ainda a estava a aprender.
Intrusos são meus pensamentos
Na fria realidade incontornável
Ainda que desabafos
Da calçada eternos passos
São desenhos suaves de luz
De um olhar novo que reluz
São ilusão.
Intrusos no meu pensamento
São meus irresponsáveis sonhos
Sem dono são implacáveis
Duma realidade imaleável
São reais vivências
Reflexo das minhas intermitentes incongruências.
Intrusas são as Palavras
Incontrolável criação
Dos que anseiam descrever
Como se respira Solidão.
Bem... pediram-me para escrever sobre 6 músicas que marcaram a minha vida... Escrever sobre música é um desafio ao qual nunca me tinha proposto mas uma vez que foste tu (my dear friend) que pediste vou esboçar o meu raciocínio para falar sobre a música que povoa toda a minha maneira de ser.
A minha vida da escrita, toda ela advém de uma música, de um som, de um timbre... não vou falar de músicas que me marcaram mas de músicas que me marcam ainda hoje... de musicalidades eternas na minha mente.
Sendo assim... começo...
Requiem for a Dream (Lux Aeterna) by Clint Mansel… ao mencionar esta música, aproveito para a ouvir mais uma vez e me deliciar ao som deste som esguio de um violino sofrido que grita em cada acorde, em cada compasso. Esta melodia retrata tudo aquilo que sou nos meus momentos de escura solidão, ou seja, uma sinfonia desajeitada que nos arrepia... é um conjunto de sons que me inunda e me faz querer estar horas e horas no escuro só a ouvir esta poderosa harmonia.
My Immortal by Evanescence... esta melodia só me deixa feliz... ainda que triste faz-me lembrar momentos de grande beleza e simplicidade... momentos de grande paixão e carinho... Ao som desta música abracei quem mais amo... alguém que ainda que sempre presente está longe dos meus olhos, das minhas mãos, do meu corpo mas nunca do meu coração... é bom lembrar todas as lembranças que esta música traz cada vez que toca...
Broken by Seether ft. Evanescence's Amy Lee... Não sei porquê mas gosto desta música porque me faz lembrar os tempos em que fazia o percurso para Aveiro, ao domingo à tarde, depois de me despedir da família para mais uma semana longe da família e bem perto dos amigos e da vida académica. Conduzia sempre ao som desta música, presenteada sempre com o belo do pôr-do-sol laranja avermelhado ou com a chuva doce de um dia triste de Inverno.
Que Deus by Boss AC feat Madredeus… ouçam a música… a letra diz tudo…
Os teus Olhos by Magna Tuna Cartola da Universidade de Aveiro (Cartola's band)… está será a musica que eternizará sempre a minha vida académica... lembrar das fabulosas serenatas à ria, envergar o traje em noites frias e lembrar de como cresci ao longo de 5 anos, relembrar amigos que nunca esquecerei...
Otherside by Red Hot Chilli Peppers… Red Hot a banda dos meus anos de Secundário, mais propriamente 12º ano... por aí...
esta música faz-me lembrar uma parte da minha vida na qual era feliz e não sabia... como é bom ser jovem, ter sonhos do tamanho do céu e amores platónicos nunca correspondidos mas sempre tão profundos e ardentes para quem ama... como era feliz...
Silêncio contagiante que afogas meu pensamento em imagens transparentes, arco-íris de ideias que não existem mas que querem ter uma forma de existência para poder viver num Mundo de transparências visíveis.
Silêncio que fazes de mim uma mente vazia.
Silêncio.
Sussurro quieto de um vento que embala meu olhar para Mundos perdidos nunca encontrados e incessantemente procurados por quem não sabe o que procurar.
Silêncio mudo que me dá vida e me faz nunca querer falar.
Um aglomerado de incertezas vadias, faz-me recuar nas minhas singelas vivências. Sinto que não estou a viver da forma correcta. Onde estou a falhar? Caminhos que percorro, ainda que inseguros, dão certezas pouco credíveis... não sei o que fazer para parar de caminhar e de percorrer este mesmo caminho que a nada me esta a levar. Não sei como me ajudar... será que preciso de ajuda, na verdade? Sei que não sei o que verdadeiramente sei que deveria saber mas que, na verdade, não sei...
Há em mim algo que se partiu... rios de escuridão percorrem minhas veias de agonia. Sinto-me a desvanecer em pequenos pedaços de nada... um conjunto de sentimentos exacerbados fazem-me desistir de me reconstruir... não consigo porque não quero... não consigo... não quero.
Meus olhos ardem porque não suportam, mais, impedir as lágrimas de percorrerem todo o meu ser... Arde-me o rosto porque as próprias lágrimas me queimam a pele que, rigidamente, as prende de se libertarem...
Hoje escrevo porque não acordei triste e por isso quero escrever.
Tenho vontade de o fazer ainda que tal contrarie tudo o que tenha escrito anteriormente... não sei...
Hoje o sol frio da manha, a luminosidade ofuscante do sol e o silêncio da manhã fizeram com que me debruçasse sobre isso mesmo: a simplicidade de uma manha calma, fria e quieta.
Ainda que no meu pensamento ouça a chuva a cair e o som de um piano que emite o som, lá longe, hoje estou a escrever não porque estou triste mas sim porque não o estou.
Sinto que há algo para além da escuridão que também me faz sentir bem, que também me faz encontrar e revisitar, que também me deixa sonhar, ser aquilo que gosto de ser só para mim... Ser só para mim.
Ainda assim sinto que só a escuridão realmente me compreende, só a chuva me faz arrepiar de sinceridade e só a noite me deixa sozinha... Essa noite deixa-me tão sozinha e isso faz-me sentir a solidão de ser.
O dia faz-me ser alguém mais luminoso mas sempre com a sensibilidade mais condicionada e retraída. A felicidade vem das coisas simples, está no brilho dos nossos olhos, na suavidade das nossas mãos, nas pequenas rugas entre cortadas da nossa face, no silêncio do sorriso, na sonoridade de um riso simples de alegria. O estar bem é algo que não precisa de ser escrito, sofrido e sim sentido, vivido e demonstrado.
Ainda assim, se quisermos, podemos tentar escrever porque estamos nós felizes... será pelo céu azul? Será pelo sol que nos aquece e ilumina?
Eu escrevo porque tudo é susceptível de ser escrito, basta querer escrever.
Hoje não me sinto triste e ainda assim escrevo... porque quero.
Incessantemente procedemos de forma errónea.
Falhamos propositadamente e pecamos. Somos seres humanos que fazemos da vida um triste pecado constante. Vivemos aceleradamente da excêntrica e eléctrica vontade de ter tudo o que se deseja ter. Queremos ser invencíveis e imortais num Mundo de cadáveres cadavéricos perdedores de vontade de ser alguém.
O corpo move-se não derivado a um sentimento ou dever.
A vontade move o Mundo. A ganância move a vontade. A avareza cria a ganância e... onde se encontram os singelos desejos de sonhar com a possibilidade de ser feliz, ainda que por um dia... uma hora... um segundo... um instante.
O que é ser feliz, na verdade?
Engano-me pensando que ainda existem pessoas que pensam de forma semelhante à minha, que sentem tal como eu sinto e que anseiam apenas, todos os dias, por um perdão...
Perdão porque também eu tenho ansiosas vontades materialmente viciantes de ter.
Perdão por ter de ser outro alguém para, assim, não me magoarem.
Perdão por ter de me esconder bem atrás destas letras simples que serenamente desenham palavras irmanadas de sentidos.
Já ninguém pede perdão porque já ninguém se preocupa com ninguém.
Cada um é um só.
Não há nada para perdoar.
Ainda assim, anseio todos os dias pelo meu perdão.
Anseio-o porque acredito que há mais que apenas um só.
Acredito porque acreditar é ser diferente num Mundo de iguais. É ser feliz ainda que por efémeros momentos efémeros. É chorar de alegria porque alguém reparou que estávamos bem ali... É ver e sentir todos os que estão longe da visão e não esquecê-los. É saber não esquecer quem somos e lutar por nunca o deixar de fazer.
Acreditar é saber esperar pelo momento...
E perguntas, tu, leitor Que Momento?
O momento de ser, não pelos outros mas por nós... por ti.
Eu acredito.
E peço perdão.